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ARTIGO


Sinal vermelho para a imprensa nacional
Pimenta no olho dos outros é refresco. Quanto pior, melhor. Ao contrário de se procurar a verdade, os colegas da imprensa nacional quando abordam em Unaí só querem tragédia

por Washington Moreno *

Washington Moreno

Unaí, 03 de dezembro de 2009 - Oi gente. Negócio é o seguinte. No exercício da profissão, recebi no dia de ontem, quinta-feira (26/11), um telefonema do SBT Brasília verificando a possibilidade de se fazer uma entrevista com o presidente da Câmara, vereador Euler Braga. Conversei com o vereador que se prontificou a dar a entrevista e a mesma ficou marcada para as dez horas da manhã de hoje (28/11). Tudo acertado estava eu como bom assessor esperando a equipe que deveria chegar as dez e acabou por chegar as 10:39 horas. Recebi então o jornalista Guilherme Menezes que conduzi até minha sala para explicar que infelizmente eu tinha a informação de que o presidente tinha viajado na noite anterior devido um imprevisto familiar, tendo o mesmo que estar em Belo Horizonte nesta manhã e assim, ficou impossível a realização da entrevista. Eu explicando e o cara sentado na minha frente. Os dois auxiliares também estavam na sala e ouviam sem dar atenção aos fatos. Peguei um Informativo Semanal, que como a maioria sabe, traz um resumo de tudo o que acontece durante a reunião ordinária. Expliquei ao repórter que faz cobertura em cidades do Entorno que no Informativo tinha todas as ultimas discussões relacionadas ao tema da entrevista, a possível cassação dos vereadores, e que nele continha a opinião do presidente de Casa. Disse ainda, que estava autorizado a fornecer o telefone do advogado de defesa dos vereadores, Dr. Paulo Gilberto e que o mesmo tem escritório na vizinha cidade de Paracatu.

            Querendo ser gentil, informei que se caso o mesmo quisesse gravar uma entrevista como o advogado de defesa, teria que ir até a cidade mas, que poderia retornar à Brasília passando por Cristalina em Goiás que assim ganharia tempo. Depois de me ouvir, o senhor, como é mesmo o nome, há sim, Guilherme Menezes, vermelho não sei porque, disse que resumindo a história, ele iria colher uma imagens da Câmara  para usar na matéria. Eu então disse que não via sentido algum em se colher imagens de salas e departamentos vazios e que se ele me explicasse o motivo, como seria útil em sua matéria a imagem de salas vazias, poderíamos até chegar a um acordo. O sujeito então, levantou e com aquele ar de pessoas que moram em cidade grande e quando chegam nas do interior acham que todo mundo é burro e/ou analfabeto, disse em tom de ameaça que então ele iria para a frente da Casa de Leis e que iria colocar a versão do juiz e em seguida fazer um 'povo fala', aquelas reportagens 'meia-boca' que a pergunta já é quase a resposta. Por exemplo: o repórter chega para o cidadão comum e diz: Os vereadores estão sendo cassados por gastar verba pública em beneficio próprio. Você concorda? Meus amigos, com uma pergunta dessas, feita assim a queima-roupa, até mesmo o cara que mora no polo Sul vai responder que, claro que é contra.

            Foi nesse sentido e com esta disposição que o repórter começou a sair de minha sala. Ele ainda teve tempo de cometer mais uma sandice. Disse que iria falar que a Câmara só trabalha uma vez por semana e que não tinha ninguém para recebe-lo. Eu passei a não existir. Disse a ele então que estava no seu direito e que me desculpasse por ter chamado de 'colega' porque de jornalista ele não mostrou nada. Foi saindo corredor afora levando seus companheiros e se posicionou em frente a Câmara, ao lado do comércio que vende frutas e verduras, não sem antes ter entrado no buteco que fica em frente, permanecido por uns cinco minutos e retornado com um cigarro aceso na mão. Que figura. Liguei para a redação do SBT em Brasília e relatei o fato para seus superiores informando de como estão comandadas  as equipes que fazem cobertura nas cidades do Entorno.

            Desde a grande enchente dos anos 80, ocasião em que Unaí foi pelas primeiras vezes destaque nacional, que o unaiense dúvida da seriedade das informações colhidas em cidades do interior do país. Na época disseram que Unaí estava debaixo d'água e que o único posto de gasolina da cidade estava submerso. O posto em questão é o Beira Rio que realmente esteve com água na altura das bombas e a cidade, para o repórter da época, ia somente até a rua Arminda Rangel, um quarteirão acima da 'boca da ponte'. Outra grande decepção com  imprensa nacional foi quando todos queriam crucificar o prefeito e colocaram Unaí como rota do crime e lugar de cangaceiro, quando muitas equipes ficaram hospedadas no Regente Hotel, que é um hotel quatro estrelas, com todo o conforto, mas falavam em suas matérias que Unaí só tinha carroça e meia dúzia de carros. Doces e barbaras mentiras. De mentira em mentira vão enganando o povo e gerando discórdia e má informação. No caso que contei, o rapaz que se diz jornalista nem quis saber do telefone oferecido do advogado de defesa. Não sei nem se ele percebeu quando eu lhe ofereci.

            Queria mesmo era que a Casa caísse. Ele não mora aqui, não deve ter parente aqui e nem se importa com as coisas daqui. A solução era meter o pau nos representantes legítimos do povo, pois com processo ou não, eles são os legítimos representantes e merecem o repeito que lhes foi outorgado nas urnas. Fiquei bobo de ver a reação do cara e mais ainda quando ele se posicionou com ameaças. Foi muito feio para um representante da emissora que se diz 'a mais feliz do Brasil'. Feliz com profissionais tristes e rancorosos? Feliz nada. Longe de mostrar 'aquele sorriso franco e puro' do patrão Sílvio Santos, como cantou uma vez Raul Seixas, o falso profissional fez foi feio, muito feio. Cuidado meus companheiros, pois a imprensa desinteressada gosta mesmo é de escândalo e não da verdade. E tenho dito. Lamentável.

 

 

* Washington Moreno
Da cor do Brasil
wasmoreno@yahoo.com.br

Washington Moreno é Assessor de Comunicação da Câmara Municipal de Unaí

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