260 anos de fé e festa
A demonstração de fé que se repete
a mais de dois séculos em devoção a Santo Antônio
atraiu milhares de romeiros, festeiros e curiosos
para o distrito de Boqueirão (a 45 km de Unaí).
A maior romaria do noroeste mineiro teve a duração
de cinco dias de muita fé e festa
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Fiéis
rumavam a pé, sozinhos ou em grupo, para
cumprir promessas e agradecer graças alcançadas
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Unaí,
16 de junho de 2008 - A demonstração de fé que
se repete a mais de dois séculos em devoção a
Santo Antônio atraiu milhares de romeiros, festeiros
e curiosos para o distrito de Boqueirão (a 45
km de Unaí). A maior romaria
do noroeste mineiro teve
a duração de cinco dias de muita fé e festa.
No dia 13 de junho, antes do sol
nascer, já podíamos perceber a movimentação nas
estradas que dão acesso ao povoado que guarda
a mais de 260 anos a imagem de Santo Antônio.
Fiéis rumavam a pé, sozinhos ou em grupo, para
cumprir promessas e agradecer graças alcançadas.
Muitos entravam na Igreja de joelhos e as mais de dez horas de caminhada eram compensadas aos pés
da divindade.
Junto aos romeiros, ouve-se falar das mais
variadas formas para se conseguir um favor através
do santo casamenteiro. Poucas mulheres admitem
ter pedido um casamento a ele, uma ou outra conta
como fez para realizar o grande sonho: “Uma das
maneiras é dobrar um papel em três partes contendo
o nome do rapaz com o qual se deseja casar e depois
e só guardar debaixo do travesseiro. Se, em três
dias a moça não for pedida em casamento, a imagem
de Santo Antônio é colocada num coador de café,
mas não costuma falhar não”, contou entre risos
uma devota.
Outros devotos garantem que alcançam graças incalculáveis,
como a cura de doenças.
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As
celebrações temáticas atraíram cerca de
5.000 visitantes e romeiros por dia durante
os cinco dias de festa. No dia 13, estima-se
que mais de 10. 000 pessoas tenham visitado
a capela de Santo Antônio do Boqueirão
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Alguns
vão mesmo “sem dever nada ao santo”, pela fé ou
pela festa. Vindos de toda a parte, os visitantes
começam a se acomodar lá pelo dia 10, em acampamentos
improvisados que acabam abrigando famílias inteiras.
Durante os dias de festa, visto do alto o povoado
parece mesmo uma mini – cidade. Entre as barracas
encontramos pessoas de Formosa - GO, Cabeceiras
– GO, Cabeceira Grande - MG, Buritis – MG entre
outros lugares, e pelo incrível que pareça não
é costume encontrar moradores de Unaí.
Este ano, a associação dos Romeiros de Santo Antônio
do Boqueirão trabalhou para que fossem construídos
banheiros, fossas e chafarizes para maior comodidade
e bem estar dos visitantes.
Mas, a hora do banho não deixou de ser engraçada,
quem não abre mão do banho quente pode comprar
um. Enormes tambores servem para esquentar a água,
que depois de aquecida é depositada em um chuveiro
artesanal, feito de balde de zinco, daqueles usados
há muitos anos atrás. Rústico e prático. Lá um
banho custa R$ 2.
Nos arredores
existem barraquinhas de comidas, bebidas, produtos variados e até um parque
de diversões.
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Frei
Geraldo D’Abadia Pires Maciel foi um dos
agraciados com a comenda este ano
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No
começo da tarde de sexta – feira a prefeitura
municipal de Unaí homenageou com a “Comenda de
Santo Antônio do Boqueirão” três personalidades
que contribuíram ou contribuem para a manutenção
da tradição da romaria.
Frei
Geraldo D’Abadia Pires Maciel e Dalva de Oliveira
Silva foram os agraciados com a comenda este ano.
A homenagem póstuma foi conferida a Joaquim da
Silva Salgado.
As
celebrações temáticas atraíram cerca de 5.000
visitantes e romeiros por dia durante os cinco
dias de festa. No dia 13, estima-se que mais de
10. 000 pessoas tenham visitado a capela de Santo
Antônio do Boqueirão. Além da romaria secular,
o desfile de carros de boi, a barqueata ecológica
e batizados comunitários estavam entre as atrações
das festividades de Santo Antônio do Boqueirão.
A 260 ° edição da Festa de Santo Antônio do Boqueirão
foi realizada em conjunto com as associações dos
carreiros, romeiros e moradores do Boqueirão e
governo municipal de Unaí.