Bordon Silvério: um mecenas em
Paracatu
Empresário investe em casarão antigo
como forma de incentivar a cultura e mudar o conceito
do setor de escritórios na cidade

O velho Casarão Colonial da Antiga
Rua do Peres se transformou
na mais bela arquitetura da hoje Rua Américo Macedo
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Empresário
Bordon Silvério em frente ao Casarão
Colonial restaurado
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Unaí,
29 de julho de 2008 - Mecenas
era o nome dado pelo império romano a todo aquele
que por iniciativa própria tomava a decisão de
valorizar, incentivar, apoiar e investir na cultura
de um povo. É exatamente isto o que está fazendo
o empresário Bordon Silvério, proprietário da
Construtora IDEAL PLANAHP, ao adquirir um casarão
na Rua Américo Macedo, antiga Rua do Peres, e
transformá-lo no escritório central de sua empresa.
De acordo com Bordon, a Cultura de Paracatu permite
que se mude o conceito de escritórios em grandes
e modernas arquiteturas para casarões como o adquirido
por sua empresa. “Estou unindo o útil ao agradável.
Ao mesmo tempo em que tenho um escritório arejado
e tranqüilo no centro da cidade, estou investindo
na cultura de um povo, recuperando e preservando
um casarão que faz parte da história do município
de Paracatu”, disse Bordon à nossa reportagem.
Bordon Silvério é o primeiro empresário do ramo
a realizar este tipo de investimento na cidade
e espera, segundo ele, ver o seu exemplo ser seguido
por outros empresários. O casarão adquirido pela
IDEAL PLANAHP foi residido por pessoas que ajudaram
a edificar o corpo e a alma do povo de paracatu
e sua rica história, conforme relatou à nossa
reportagem o historiador Alexandre de Oliveira
Gama.
O
Casarão Colonial
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Empresário
Bordon Silvério na área dos fundos do Casarão:
orgulho em resgatar a cultura do local
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O
casarão foi construído no século XIX por um contratador,
pessoa de confiança do rei que demarcava os quinhões
de terras para exploração do ouro. De acordo com
o historiador e jornalista Alexandre Gama a Casa
Colonial, no início do século XX, veio a pertencer
ao senhor Augusto D’ Fonseca e Silva. Famoso Inspetor
de alunos da Escola Normal. Augusto D’Fonseca
também se destacou pela sua ousadia e determinação.
Em tempos de ventos não muito favoráveis à diversidade
de manifestações religiosas, ele introduziu o
culto protestante nesta casa, há poucos metros
de uma das Igrejas Católicas mais tradicionais
da cidade de Paracatu: a Igreja do Rosário dos
Pretos Livres. Sua ousadia era tamanha que aos
domingos, com as janelas abertas para toda vizinhança
ver e ouvir, se reunia com sua esposa, o alfaiate
Alexandre de Souza Landim e seu cunhado Mariano.
Na sala, cantavam hinos e liam a bíblia como lembram
ainda hoje as antigas crianças que curiosas espichavam
a cabecinha pela janela para atentarem para aquela
diferente religião. Após sua morte, seus herdeiros
venderam a Casa Colonial para outra personalidade
significativa da Cidade: o seu Satu, um descendente
quilombola.
O
Descendente Quilombola
O
senhor Saturnino Lopes dos Reis, casado com a
senhora Salviana Pereira de Assis, adquiriram
a Casa Colonial em aproximadamente 1949. Mas,
a história de vida desta família não se resume
a esta Casa, envolve muito trabalho, lutas, suor
e conquistas exemplares que precisam ser legadas
à posteridade! Durante um bom tempo, foi o São
Domingos que abasteceu esta cidade com sua produção
de alimentos. Inclusive a família do seu Satu
que trazia para a cidade, em cima de suas cabeças,
num equilíbrio sem igual, aquelas grandes gamelas
cheias de verduras, artesanatos e doces, para
venderem.
Com
um pequeno rancho no São Domingos, seu Satu foi
fazendo riqueza. Enquanto não estavam plantando,
seu Satu vinha para a cidade para trabalhar com
um dos mais famosos pedreiros da cidade, o seu
Ferreira, e ajudou a construir obras de destaque
como a loja “Criôllo”, em frente à sua casa, que
se tornou no futuro o “Automóvel Clube”, abrigo
dos Udenistas (UDN) de Paracatu.
Depois
de algum tempo, uma vez que todos os seus filhos
haviam sido encaminhados nos estudos e depois
casados, seu Satu deixou a Casa Colonial, pouco
antes de falecer, em 1990, como herança para uma
de suas filhas, a dona Brasilina, uma costureira
famosa que começou sua carreira costurando para
os mais carentes, se tornando adiante, a preferida
da elite paracatuense.
Mais
tarde a casa foi adquirida pela família de Hermack
da Reguenguela e posteriormente por Bordon Silvério,
o mecenas.
Um
Mecenas na Casa Colonial
Assim
que o Império Romano foi estabelecido, o Imperador
Otávio Augusto passou para um patrício romano
chamado Mecenas uma alta responsabilidade: seria
nomeado ministro para investir na arte e cultura
romana com o objetivo de reduzir a influência
da cultura grega em todo o Império. Assim, tudo
aquilo que fosse genuinamente romano passou a
ser valorizado e, em parte, financiado pelo Império.
Mais
tarde, no período do Renascimento (XV-XVI), grandes
famílias na Itália, banqueiros, comerciantes (burgueses)
e a própria Igreja começaram a dar o mesmo incentivo
para os artistas que quisessem produzir, pintar,
arquitetar ou construir. Tais pessoas logo receberam
o epíteto “mecenas”, pois se conduziam da mesma
maneira que o antigo ministro romano.
Portanto,
todos aqueles que, por iniciativa própria, tomam
a decisão de valorizar, incentivar e investir
no Patrimônio e na Cultura de um povo passam a
receber a denominação “mecenas”. Este foi o epíteto
concedido pela sociedade de Paracatu ao empresário
que, logo após chegar à famosa Paracatu do Príncipe,
tomou a decisão de comprar edificações coloniais
com o objetivo de restaurar e, assim, abrilhantar
o passado colonial de nossa cidade. Foi com este
intuito que o empresário “Bordon, o Mecenas”,
adquiriu a Casa Colonial no início do século XXI.
A
idéia é de que atitudes como estas possam servir
como exemplos positivos para serem seguidos por
outros profissionais da nossa cidade.
A
casa, além de abrigar o escritório, terá um espaço
reservado à cultura afro de Paracatu. Inclui-se
aí a Tapuiada e a caretada.
Bordon
Silvério: O desenvolvimentista
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Bordon
Silvério no escritório da Ideal em Unaí:
projetos e empreendimentos imobiliários
fazem parte de sua vida
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Bordon Silvério
tem participado ativamente do desenvolvimento
das duas principais cidades do Noroeste. Paracatu
e Unaí.
Não foi à toa
que a casa que pertenceu a um ex-pedreiro chamou
a atenção do empresário Bordon Silvério. Assim
como “Seu Satu”, Bordon é um desenvolvimentista
de mão cheia e muito tem contribuído para o desenvolvimento
no Noroeste Mineiro. Como proprietário de uma
empresa especializada em habitação popular, o
empresário já lançou vários empreendimentos de
sucesso na região, projetos que foram primordiais
no crescimento habitacional e facilitaram com
isso a vida de muitos cidadãos que viviam à procura
de uma moradia digna e que os livrassem do aluguel.
Bordon lançou em Paracatu e Unaí dezenas de empreendimentos,
entre eles, os condomínios residenciais Vila Rica,
o edifício comercial e residencial Brasília Flat,
o centro comercial Alameda Center e mais de 20
loteamentos, totalizando quase 10 mil lotes já
urbanizados em Unaí e os loteamentos Vila do Sol
e Primavera I, II, e III em Paracatu, superando
a marca de mais de 2 mil lotes.
Parque do
Príncipe
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Bordon
acompanha pessoalmente as obras feitas pela
própria empresa
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Depois de lançar
com muito sucesso o loteamento Primavera 5 em
Unaí, já com água, energia, rede de esgoto, asfalto,
arborização e viveiro ecológico, a empresa Ideal,
do empresário Bordon, seguiu para seu mais novo
empreendimento em Paracatu e está lançando o Residencial
Parque do Príncipe, um empreendimento que vai
oferecer tranqüilidade e segurança para os futuros
moradores. “O Residencial Parque do Príncipe é
o melhor e mais seguro investimento do momento
em Paracatu. Seja para construir e morar ou para
investir”, garante o empresário Bordon Silvério.
“O local é aprazível, tem toda infra-estrutura,
é moderno e urbanizado, além de ser ecologicamente
correto”, completa.
In Loco
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Bordon
com o senhor Pedro Ribeiro e Zé Eustáquio:
Visão e experiência juntos no maior empreendimento
imobiliário de Paracatu
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Nossa equipe
de reportagem esteve no local e comprovou as afirmações
do empresário. O loteamento está na seqüência
da principal Avenida de Paracatu, a Avenida Olegário
Maciel, ou seja, bem próximo do centro da cidade
e da Faculdade Atenas. As obras de infra-estrutura
do loteamento já estão 80% concluídas. Com quadras,
lotes e praças demarcados. Viveiro ecológico em
andamento. Duas mil mudas de árvores farão a arborização
das ruas, avenidas e praças. Às redes de água,
esgoto e pluvial já estão colocadas. A rede de
energia, os meio-fios, sarjetas e o asfalto já
estão em fase de acabamento e com um detalhe,
todas as obras são feitas pela própria construtora
que possui 2 milhões de reais em equipamentos
e mais de 30 anos de experiência no ramo.
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Meio
fio e sarjeta já estão sendo construídosu
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Durante o período
em que nossa equipe permaneceu no loteamento várias
pessoas procuraram o empresário para pegar informações
sobre o lançamento do empreendimento. De acordo
com Bordon, o loteamento será lançado nos próximos
dias visando atender a grande demanda de imóveis
em Paracatu.
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Brasília
Flat e Alameda Center: dois grandes empreendimentos
da IDEAL PLANAHP no centro comercial de
Unaí
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