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CIDADE


Mercado de trabalho em Tecnologia. Momento igual... só amanhã!

Professor Rômulo Maia

Unaí, 01 de fevereiro de 2010 - O coordenador do curso de Bacharelado em Sistemas de Informação do INESC professor Rômulo Maia, responde perguntas sobre o mercado de trabalho em tecnologia.

UnaíNet: Professor Rômulo, porque o senhor assegura que não tem momento melhor para entrar no mercado de trabalho?

Professor Rômulo: Posso dizer que este momento é um dos melhores, pois mesmo com a recente crise o mercado de Tecnologia da Informação não sofreu alterações substanciais. Mas pelo avanço vertiginoso das tecnologias, outros momentos ainda melhores surgirão. É importante agora chegar à frente, beber água limpa na fonte. Aproveitar as grandes oportunidades que estão sendo criadas.

UnaíNet: Quais são essas oportunidades? Onde elas estão?

Professor Rômulo: O mercado de TIC (Tecnologia da Informação e Comunicação) está globalizado. Não tem especificamente um local de demanda específica. Existem vagas de emprego em qualquer lugar do país ou fora dele. Mas é importante destacar iniciativas bem mais próximas de nossa cidade que certamente mudarão por completo o cenário de tecnologia do centro-oeste, para não dizer do País.

UnaíNet: Quais iniciativas são essas?

Professor Rômulo: A primeira é o ressurgimento do projeto do Parque de Sucupira - Parque Tecnológico Sucupira de Biotecnologia e Agronegócios. Este projeto prevê além de instalações de empresas de pesquisas da área, ainda a instalação de incubadoras onde alunos de graduação e pós-graduação, nas áreas relacionadas, poderão realizar trabalhos e aprofundar na prática suas pesquisas teóricas. No Brasil, existem, atualmente, 25 parques do tipo.

Uma segunda iniciativa e talvez a mais importante para a área de Tecnologia da Informação é a instalação do Parque Tecnológico Capital Digital em Brasília, que gerará uma demanda de 80 mil empregos diretos e indiretos captando investimentos na ordem de R$ 1 bilhão até 2014.  


A cidade que já detinha 30% do mercado de tecnologia do País e centro das decisões políticas passará em breve a centro nacional de tecnologia. Empresas de tecnologia nacionais e internacionais instalarão suas fábricas e laboratórios no Parque Tecnológico incrementando a oferta de empregos nos próximos anos.

UnaíNet: E quais as características do profissional que estas empresas irão recrutar.

Professor Rômulo: É importante deixar claro que pela urgência as empresas de Tecnologia da Informação não estão esperando por “profissionais”. Digo isso, pois temos exemplos de ex-alunos do curso de Sistemas de Informação do INESC que foram recrutados antes mesmo que terminassem a graduação. Essa profissionalização acaba se dando dentro das próprias empresas que têm que acompanhar a evolução tecnológica mundial. Assim, a alternativa é antes mesmo que esse aluno termine o curso, essas empresas já comecem a treiná-los.

UnaíNet: Os alunos são treinados pelas empresas? Existe alguma remuneração?

Professor Rômulo: Não. Veja bem, neste primeiro momento as empresas disponibilizam as ferramentas delas (programas) para os alunos utilizarem nas disciplinas do curso. Há alguns anos atrás isso era impossível, pois para se ter contato com estes programas teria que ter acesso a alguma empresa que já o utilizava ou pagar caro por um curso naquela ferramenta.

Dá forma que é feito hoje, não há uma remuneração direta das empresas, mas há uma séria de treinamentos onde o aluno, por estar em uma faculdade parceira da empresa não paga por ele. Por exemplo, o nosso curso tem três parcerias com a Microsoft e um MSP – Microsoft Student Partners (pessoa responsável pela ligação entre Microsoft e Estudantes) é professor em nosso curso há um ano. Temos ainda parcerias com IBM e algumas empresas de software em Brasília. As empresas estão entrando nos cursos para se aproximar dos alunos senão outras farão.

Então, de certa forma os alunos já acompanham a evolução do mercado junto com as empresas. Aí fica fácil para elas recrutarem aqueles que dominam suas ferramentas. Por isso que muitos vão para grandes cidades, já empregados e terminam o curso por lá.

UnaíNet: Então os papéis parecem invertidos. Não é o aluno que procura emprego e sim as empresas que procuram por eles é isso?

Professor Rômulo: Perfeito. O aluno que aproveitar a oportunidade e estudar não fica sem emprego. Não temos nenhum caso em nosso curso de ex-alunos que se dedicaram que estão fora do mercado de Tecnologia da Informação. Evidentemente existem aqueles alunos que “passaram” pelo curso e assim como em qualquer outro curso o mercado é mais exigente para eles.

UnaíNet: Professor, para finalizar, o que é preciso para conquistar um emprego na área de Tecnologia da Informação?

Professor Rômulo: O caminho é a graduação em cursos da área de Computação e Informática que são: Ciência da computação, Engenharia da computação e Sistemas de Informação. Os cursos superiores de tecnologia têm um apelo mais direcionado, mas também garantem um lugar ao sol. É importante colocar que um bom curso nessa área tem que ter professores bem qualificados, uma biblioteca atualizada com os últimos lançamentos na área de Tecnologia da Informação e uma infraestrutura de laboratórios que dê suporte aos conteúdos ministrados. Isso nós já oferecemos aqui em Unaí em nosso curso com ótimas recomendações do Ministério da Educação, que nos avaliou como o melhor curso, com notas acima de todas as faculdades e universidades de Brasília e região do Noroeste de Minas.

Por isso que digo para meus alunos que é só fazer bem feito o curso que o futuro está garantido.

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